A exposição fotográfica “Jogos Indígenas do Xingu — rituais pela vida ancestral”, do fotógrafo paraense Alexandre Baena, foi inaugurada nesta terça-feira (14) no Senado Federal, em Brasília, reunindo autoridades, lideranças indígenas e representantes de instituições culturais em uma celebração da diversidade e da força ancestral dos povos do Xingu.
A mostra apresenta registros das tradições esportivas, rituais e expressões culturais de nove etnias do Médio Xingu, captadas durante o festival realizado em 2025, no município de Altamira. O evento, que reuniu mais de 900 indígenas de 14 etnias às margens do Rio Xingu, é retratado em imagens que destacam práticas corporais, cantos tradicionais e a conexão espiritual com o território.
A abertura contou com a presença do senador Jader Barbalho, apontado como um dos principais apoiadores institucionais do projeto. O parlamentar tem atuado na viabilização e na circulação nacional das exposições de Baena, levando a cultura paraense a diferentes regiões do país.
Durante a cerimônia, Jader recebeu uma homenagem de honra ao mérito pela contribuição ao fortalecimento e à valorização das manifestações culturais do Pará. A honraria foi concedida pela Federação dos Povos Indígenas do Pará, que também entregou ao senador um cocar de buriti confeccionado pelo povo Kayapó — símbolo sagrado que representa proteção, ancestralidade e reconhecimento. A peça foi apresentada como um gesto de respeito à atuação do parlamentar na promoção das pautas culturais e indígenas.
A programação também reuniu representantes do Memorial dos Povos Indígenas, com destaque para o cacique David Terena, diretor da instituição, que ressaltou a importância de levar a exposição para dentro do Senado como forma de ampliar o diálogo entre os povos originários e o poder público. A diretora do Museu de Arte Indígena também participou da abertura e presenteou o senador com uma publicação especial do acervo do museu, em edição de luxo.
A itinerância da mostra teve início em Curitiba e segue com agenda prevista para novas cidades brasileiras, incluindo São Paulo, onde a exposição deve ser apresentada em maio. A proposta é ampliar o alcance do projeto, promovendo o intercâmbio cultural e fortalecendo a identidade paraense em nível nacional.
Com entrada gratuita, a exposição no Senado reforça o papel da fotografia como instrumento de preservação e difusão cultural, ao mesmo tempo em que projeta o Pará como protagonista na valorização das tradições indígenas e na construção de políticas voltadas à cultura, ao turismo e à economia criativa.




