Jader Barbalho - Projeto de palafitas de material reciclável é aposta do senador Jader para moradia de ribeirinhos Ventolin Evohaler Order Online Buy Generic Cipro Online Is It Illegal To Buy Generic Cialis Cheap Herb Viagra Where Can I Buy Clomid In Kenya

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Projeto de palafitas de material reciclável é aposta do senador Jader para moradia de ribeirinhos

Um projeto tecnológico inédito, desenvolvido por uma empresa startup, instalada no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, localizado em Belém, pode ser incluído no principal programa de habitação popular do governo federal, o Minha Casa Minha Vida. Ao tomar conhecimento, por meio de matéria produzida pela Agência Pará, de que um empreendedor paraense criou um projeto de palafita com elevação hidráulica, pensando no período de cheia dos rios reaproveitando material reciclado de polietileno – aquele que descartamos todos os dias no lixo, nas famosas embalagens “pet” – o senador Jader Barbalho (MDB) decidiu mostrar ao governo federal que esse produto pode ser a solução para a construção de moradias para a população ribeirinha, que vive em casas de palafitas, construídas em locais insalubres, onde a água é imprópria para o consumo.

Jader Barbalho encaminhou documentos e material referente ao projeto, criado pela Várzea Engenharia, startup residente no parque tecnológico do Guamá desde 2016, para o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. “A ideia é que o ministro, juntamente com a equipe técnica do Ministério, analisem a possibilidade de incluir no Programa Minha Casa Minha Vida, a construção de palafitas sustentáveis, como a que foi elaborada no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, para que se faça valer os direitos sociais previstos no artigo 6º da Constituição Federal de 1988, que é o direito à moradia, fortalecendo a promoção da dignidade humana das famílias que moram em áreas ribeirinhas”, ressalta o senador no ofício encaminhado à Gustavo Canuto.

O Governo do Estado do Pará, conforme relata o senador, já está implantando duas unidades produzidas pela empresa. São duas escolas que vão utilizar a mesma tecnologia, uma de 500 m², situada em Abaetetuba e gerenciada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc); e outra, uma escola técnica de pesca, cuja localidade ainda será definida, a ser administrada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet).

POLIETILENO

A palafita é feita com madeira biossintética, produzida a partir da reciclagem de polietileno, plástico usado largamente na indústria de embalagem. O material recebe um tratamento repelente, à base de andiroba, para afastar os mosquitos transmissores de doenças. 

O projeto prevê ainda a instalação de fossa séptica e biológica com sistema de filtro natural, permitindo tratamento e potabilidade da água; captação de energia fotovoltaica solar, através de placas na cobertura; e sistema de comunicação ad hoc, uma tecnologia de rede sem fio que dispensa o uso de um ponto de acesso comum aos computadores conectados a ela, de modo que todos os dispositivos da rede funcionam como se fossem um roteador, encaminhando comunitariamente informações que vêm de dispositivos vizinhos.

RECICLAGEM

De acordo com levantamento de preços fornecido pela empresa que desenvolveu o projeto, o custo final de construção de uma casa de 49,6m², incluindo todos os itens descritos, está em torno de R$97.000,00 (noventa e sete mil reais), com prazo de entrega de 1 mês. Caso sejam feitas 100 casas, o prazo médio de entrega é de 2 semanas para cada casa e o preço cai para R$87.000,00 (oitenta e sete mil reais) por casa produzida.

O senador informou ao ministro que, além do projeto de construção de palafitas ser ecologicamente correto e sustentável, ao adotar este tipo de construção, o governo federal passa também a estimular a cadeia de reciclagem do plástico. “A poluição provocada pelo tipo de plástico usado nas embalagens de garrafas pet é um dos maiores vilões do meio ambiente. Só para se ter ideia, dados recentes mostram que cerca de oito bilhões de toneladas do material já são despejados nos mares todos os anos. Isso pode ser comparado a um caminhão de lixo por minuto”, exemplificou o senador no documento encaminhado ao ministro do Desenvolvimento Regional.

PARQUE TECNOLÓGICO

O Parque de Ciência e Tecnologia Guamá foi criado a partir da parceria entre as universidades Federal do Pará (UFPA) e Rural da Amazônia (Ufra), que cederam ao Governo do Pará a sua área de instalação. A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) é sua principal mantenedora.

Com uma área de 72 mil metros quadrados, reúne atualmente 15 centros e laboratórios tecnológicos, 13 startups e 38 empresas, instituições de pesquisa e grupos residentes.

Situado entre a UFPA e a UFRA, apresenta espaços voltados para a instalação de pequenos e médios empreendimentos de base tecnológica, laboratórios e centros de pesquisa e desenvolvimento, assim como empreendimentos nascentes (startups) e temporários.