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Jader apela ao presidente para manter recursos para inovação e pesquisa

A comunidade científica e acadêmica da Amazônia acionou o sinal de alerta para um dos mais preocupantes movimentos contrários ao desenvolvimento da inteligência inovadora e empreendedora de milhares de cidadãos que vivem no Norte do Brasil: o governo federal ameaça fechar o principal agente financiador de projetos científico-tecnológicos da região. Reitores das universidades federais e secretários de Ciência e Tecnologia do Pará, Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia e Acre foram informados que, como medida de contenção de gastos, o Governo Federal vai fechar o Escritório Regional Norte da Financiadora de Estudos e Projetos, FINEP, vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Comunicações (MCTIC).

Inaugurado em dezembro do ano passado, o Escritório Regional Norte da FINEP foi instalado no Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá, em Belém, e vem cumprindo a missão de estimular a inovação, aproximando empresas e as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) da Amazônia. Além desse escritório – único na Amazônia – e da sede no Rio de Janeiro, a FINEP mantém filiais em Florianópolis, Fortaleza, Brasília e São Paulo.

A Finep – Financiadora de Inovação e Pesquisa, atua no Brasil há 52 anos. O apoio dado ao empreendedor – aquele que sonha e transforma sua inquietude em negócio – vai desde a pesquisa básica à inovação pioneira.

E na Amazônia, sobretudo no Pará, essa “inquietude inovadora” não tem limites: em apenas seis meses de funcionamento, o Escritório da FINEP já prospectou cerca de R$ 400 milhões em projetos inovadores de empresas regionais, desde mineradoras, agronegócio a empresas de TI.

Para o financiamento à P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), a Finep tem uma linha própria: o Finep Conecta, destinado às médias e grandes empresas que tenham interesse em desenvolver projetos de pesquisa em conjunto com universidades ou outras ICTs – instituições científicas e tecnológicas. Para essas instituições, o Escritório Regional em Belém já destinou R$ 59 milhões do total financiado na Amazônia, previstos para serem destinados as universidades Federal do Pará – UFPA, Federal Rural da Amazônia – UFRA, Parque Científico e Tecnológico do Guamá, Embrapa, Instituto de Desenvolvimento Tecnológico – INDT, Universidade Federal do Amapá – UNIFAP, Biotec Amazônia, entre outras.  Esse modelo de incentivo a inovação é praticado em países desenvolvidos como Alemanha e Japão.

APELO AO PRESIDENTE

Ao tomar conhecimento da possibilidade do fechamento do Escritório Regional da Finep em Belém, o senador Jader Barbalho (MDB) protestou. “Países com grau semelhante de desenvolvimento tem no governo peça-chave para alavancar projetos científico-tecnológicos. A promoção do conhecimento como política de Estado é, definitivamente, a senha para um crescimento sustentável, que representa avanço econômico, com garantia de desenvolvimento social da população. Aplicado às inovações tecnológicas, esses princípios estão mudando o mercado mundial. E o Brasil não pode ficar na contramão da história. Portanto, não há nenhuma justificativa para fechar uma instituição com tamanha magnitude”.

O senador recebeu um documento assinado pelos reitores das universidades federais do Pará e pelo secretário de Estado de Ciência, Tecnologia, e Educação Tecnológica e Profissional do Pará, Carlos Maneschy, que já foi reitor da UFPA. Além de solicitar apoio para a manutenção do Escritório da Financiadora de Estudos e Projeto na Amazônia, eles alertam para o aprofundamento de “assimetrias históricas, injustificadas e inaceitáveis, com graves prejuízos às populações e aos governos locais”. “A anunciada possibilidade de fechamento do Escritório Regional Norte da FINEP, nesse contexto, representará enorme retrocesso nas políticas de estímulo ao desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação na Amazônia”, ressaltam os acadêmicos.

Imediatamente ao receber o documento, o senador Jader redigiu ofício que foi encaminhado ao presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, com cópia para o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes. No texto, o parlamentar paraense apela ao presidente Bolsonaro em nome de toda a população da Amazônia, ressaltando a relevância da Finep, com atuação na formulação e indução da política científica brasileira a partir de seus financiamentos, como principal elo da rede de inovação do País. “A Amazônia é a nova fronteira de desenvolvimento do país”, destaca o senador.

Jader Barbalho acredita que a intervenção do presidente Bolsonaro possa evitar que a ameaça de fechamento do Escritório da Finep se concretize, “dados os enormes prejuízos que seriam gerados para a economia e o desenvolvimento social nos estados da região”.

“O Brasil é um país empreendedor por natureza, mas que ainda busca juntar esta característica a um ambiente de negócios com qualidade. O que percebemos é que a Finep chegou à região Norte para assumir esse papel de estimular e mostrar o caminho a esses empreendedores. E juntamente com o trabalho da comunidade científica e acadêmica, estamos mostrando um novo caminho para a juventude do Pará, dando nova esperança, mostrando que aqueles que sonham não estão mais sonhando sozinhos, que junto à Finep e às universidades podem sonhar juntos e colocar em prática seus projetos de inovação e se tornarem empreendedores”, destacou o senador Jader.

MAIOR TORRE CLIMÁTICA DO MUNDO

Para se ter ideia da importância da Finep para o Brasil e para o mundo, nos 52 anos de existência da Finep, período em que o país priorizou e estimulou a inteligência inovadora de milhares de brasileiros, cinco grandes projetos científicos e tecnológicos nacionais, financiados pela Finep, ficaram entre os principais e mais importantes do planeta e foram destaque no canal Discovery Chanel.

Entre esses projetos está a Torre Alta da Amazônia (Atto, na sigla em inglês), um dos mais importantes projetos de pesquisa do mundo sobre mudanças climáticas. Instalado no meio da Floresta Amazônica, o observatório tem 325 metros de altura, o que equivale a um prédio de 80 andares, e é a maior torre de estudos climáticos do mundo. A expectativa dos pesquisadores é que a torre monitore o clima na Amazônia por um período de 20 a 30 anos com a coleta de dados sobre os processos de troca e transporte de gases entre a biosfera e a atmosfera.

STARTUPS

A Regional Norte tem estimulado a criação de startups. O Programa Finep Startup de 2019 teve recorde de inscrições na primeira etapa e dezenas de outras empresas estão se preparando para a próxima rodada do programa, que ocorrerá no segundo semestre. 

O Programa Finep Startup tem por objetivo impulsionar empresas de base tecnológica em fase final de desenvolvimento de produto ou que precisem ganhar escala de produção, com viabilidade comercial comprovada.

Para pequenas e médias empresas foi disponibilizado na região, também pela primeira vez, o crédito descentralizado, com a agência de Fomento do Amazonas – Afeam, já operando e com a Sicoob e Sicred já em cadastramento para operar.  Esse programa é importante para incentivar o empreendedorismo, com crédito barato, sem igual no mercado, para empresas de baixo faturamento, o que não existia, anteriormente, para região.

De 1967 a 2017, foram cerca de 30 mil projetos impulsionados pela Finep, como o Avião Tucano da Embraer; o Museu do Amanhã na Praça Mauá, no Rio de Janeiro; o Tanque Oceânico da Coppe/UFRJ; o ônibus movido a hidrogênio; o AZT nacional; o Supercomputador Santos Dumont; o Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC); os estudos de viabilidade da Ponte Rio-Niterói; e o Exoesqueleto, do neurocientista Miguel Nicolelis, dentre muitos outros de alto impacto.

O maior e mais potente supercomputador da América Latina, o Santos Dumont, está localizado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), é capaz de realizar um quatrilhão de operações matemáticas por segundo. Sua velocidade de processamento de dados permite acelerar os resultados e apoiar pesquisadores de todo o País.